quarta-feira, 5 de maio de 2010

ÓRFÃOS DO SUDÃO EM RIBEIRÃO PRETO/SP

No dia 08/05/2010 (sábado), a partir das 19:30 h, na Comunidade Cristã de Ribeirão Preto, na rua Japurá, 829, receberemos os órfãos do Sudão. Para que Você entenda melhor, transcrevo texto retirado de www.orfaosdosudao.com.br. Espero que Você possa ir até a Comunidade Cristã para vê-los, ouvir o Pr. Marcelo Belitardo e se comprometer com eles!

Jackeline Sarah
05/05/10

O Sudão

O Sudão

O Sudão é o maior país da África, com cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados, localizado na região nordeste do continente. A ONU estima atualmente uma população de cerca de 40 milhões de habitantes.

O que vemos no Sudão hoje deixa-nos sem fala e em lágrimas, conseqüência de vinte anos de guerra entre irmãos sudaneses com religiões opostas. O norte do país é muçulmano, enquanto o sul é cristão e animista. Nos anos cinqüenta, quando os ingleses deixaram de colonizar o país, uniram dois territórios absolutamente diferentes em uma única nação. Árabes habitantes do norte do país contra cristãos e animistas do sul. Assim a religião e o petróleo instigaram o início da guerra pelo governo, pois no sul estão localizadas as reservas petrolíferas.

Um genocídio se iniciou: pessoas assassinadas, mulheres estupradas, crianças escravizadas. O governo muçulmano do norte marchou impiedosamente contra a população do sul, procurando matar todos os não muçulmanos. O Sudão do Sul está severamente ferido. 75% das crianças estão órfãs, 25% da população está com AIDS. A pobreza e a fome estão em todos os lados. Pessoas mendigam água.

Em 2005, governantes dos territórios divididos assinaram um acordo de paz em Nairóbi sancionando a repartição do Sudão em duas áreas geopolíticas distintas, Norte e Sul, que terão cada uma governos e exércitos próprios, mas continuarão a fazer parte de uma mesma nação.

Hoje, 2009, a situação do país é esta:

1. Educação: Mais da metade das crianças não pode ir à escola por falta de vagas (são poucas as escolas e as classes tem em média 80 alunos); as poucas crianças que conseguem estudar, acabam tendo que sentar-se no chão debaixo de um telhado de zinco (chapa) e o calor aqui chega até os 49 graus.

2. Saúde: Há hospitais e clínicas, mas com as mínimas condições de atendimento. Algumas organizações internacionais como Unicef, OMS, etc, ajudam em algumas campanhas contra a malária e a AIDS (25% da população tem HIV).

3. Infraestrura: Não há luz pública e a maioria das casas tem luz por meio de geradores a gasolina. Nã há sistema de esgoto, água tratada e nem coleta de lixo. Não existem ruas asfaltadas, praças, lojas, shoppings, cinema, etc, etc... nada mesmo...

4. Alimentação: O comércio existente abre as 10:00 am e fecha bem cedo devido a falta de energia elétrica. Tudo é trazido do Quênia ou da Uganda, pois aqui não se produz absolutamente nada. Inúmeros tipos de alimentos não estão disponíveis e os que tem são extremamente caros. Os pequenos comércios estão espalhados e parecem muito com os barracos das favelas mais pobres da América Latina.

6. Economia: Apesar de todos os desenvolvimentos econômicos mais recentes derivados da produção petrolífera, a agricultura continua a ser o sector econômico mais importante do Sudão. Emprega 80% da força de trabalho e contribui com 39% para o PIB. Este aparente bem estar económico é quase irrelevante; a população vive abaixo da linha de pobreza muito por causa da guerra civil e do clima muito seco.

7. Religião: 75% da população são muçulmanos, 20% animistas e 5% são cristãos, contudo não se vê tantas mesquitas como em outros lugares e, neste momento, os grupos que vivem nesta região estão se respeitando.

Os Órfãos do Sudão

O Sudão

A guerra que matou mais de 2 milhões de sudaneses, e que na região de Darfur ainda continua fazendo vítimas, trouxe na sua esteira uma conseqüência nefasta: Milhões de órfãos.

Há quatro tipos de órfãos:

  • Órfãos de pai
  • Órfãos de mãe
  • Órfãos de pai e mãe
  • Órfãos à procura dos pais desaparecidos

Cálculos mais modestos indicam que já são 30% o número de crianças órfãs. No caso dos órfãos de pais desaparecidos é simples de entender. No fragor dos ataques inesperados, em meio às explosões, tiros, fogo e degolas, as aldeias ficavam num caos total, cada um tentando salvar sua vida e dos seus queridos. Milhares e milhares de crianças ficaram vagueando sozinhas em fuga desesperada, alguns para países vizinhos, outros para os desertos. Os que sobreviveram voltaram para as aldeias, magríssimos e doentes, à procura dos pais.

Muitos fugitivos e refugiados adultos estão voltando e encontrando seus filhos, assim, muitos destes meninos órfãos ficam na esperança de um dia ver surgir, na porta da família que os acolheu, o rosto familiar do papai ou da mamãe. Raramente isto tem acontecido.

Houve aldeias em que a barbárie dos ataques foram mais fortes, executando os adultos de forma sumária. Nestes locais, o número de crianças órfãs chega a mais de 50%. Como o país está sendo reconstruído, não foi possível conseguir dados oficiais, assim estas informações foram obtidas com líderes cristãos sudaneses.

O estado psíquico destas crianças é visível a olho nu. Alguns não sorriem mais, olham fixamente para as pessoas com uma tristeza muito forte. O que viram foi devastador: seus pais sendo mortos diante dos seus olhos infantis. E isto muitas vezes com profunda crueldade. Outras vezes acordaram com explosões dos morteiros e granadas que destruíam tudo a sua volta.

A MCM junto com as igrejas filiadas mantêm 03 casas onde abriga 150 órfãos dando a eles cuidado integral em moradia, alimentação, saúde, educação e principalmente levando-as a conhecer o amor de Jesus.


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