terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ORGULHO E HUMILDADE...

Um dia, Jesus estava em Cafarnaum e achegaram-se a Ele alguns anciãos dos judeus, para interceder a favor da cura de um homem. Acontece que o doente moribundo era servo de um centurião romano, que amava a povo judeu.

Sempre me soou estranho que aquele homem não tivesse ido pessoalmente a Jesus, mas mandasse como emissários os anciãos dos judeus. Hoje, entendi que, nesta cena, acontece o inverso do que ocorreu entre Naamã e o profeta. Lembra-se?

Ali, também, um servo de um rei estava doente. E o rei, sabendo que havia cura em Israel, mandou procurarem pelo rei de lá. Naquela vez, quem foi procurar a cura foi o próprio doente, que era um grande servo do rei e se tinha a si mesmo e ao reino ao qual servia em alta, altíssima conta. Tanto era assim que, ao não ser recebido pelo profeta, mas por seu moço, indignou-se muito. Tanto era assim que desprezou o rio onde seria curado... Mas, foi curado.

O que Naamã recebeu ali, no processo de sua cura, foi uma lição de humildade.

Já o centurião era muito bem visto pela sociedade à sua volta. Até mesmo os anciãos judeus o viam com bons olhos, já que ele amava o povo judeu e havia, inclusive, construído a sinagoga deles. O centurião era, por certo, um homem respeitado e temente a Deus.

Mas, ele não era como Naamã. Não pensava a respeito de si mesmo mais do que deveria pensar. Não se via como superior ao outros, por causa de seu status social, de seu cargo, de suas benfeitorias. Certamente, o que fazia, fazia-o por amar.

O Centurião se enxergava como alguém indigno de receber a Jesus em sua casa e, até mesmo, de comparecer diante dEle. Ele estava quebrantado e seu coração, contrito. Parece-me que o Espírito Santo o estava convencendo da Justiça, do juízo e do pecado e, tendo visto a Jesus, pudera enxergar-se a si mesmo. E esta minha impressão fica mais forte quando vejo que ele, em seguida, reconhece que Jesus é Senhor, em uma demonstração de fé que arranca de Jesus um elogio, diante da multidão:
E, ouvindo isto Jesus, maravilhou-se dele e voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé.
O servo, também, foi curado. Nos dois casos, o mais importante, no entanto, não é a cura, mas entendermos em quem ela está e que nossos méritos, merecimentos, virtudes, cargos não têm nada a ver com o que Deus quer nos dar em Jesus: o AMOR de Deus nos alcança pela Sua Graça, que nos salva, que nos cura, liberta, santifica, capacita e tanto mais.

Assim, não há lugar para consciências inchadas, mas para filhos dependentes do Pai. Não há lugar para opiniões próprias e auto-exaltação, mas para a verdade do Evangelho e para aquilo que o Espírito de Jesus for minSitrando em nós, para nos fazer crescer...

É possível que haja muitas opiniões sobre mim: a dos que estão ao meu redor, a minha, a de Deus. Espero que o fruto do Espírito em mim faça com que as pessoas ao meu redor vejam algo de bom em mim, mas sei que isso nem sempre acontecerá; seja como for, que a minha opinião sobre mim seja sempre consciente das minhas limitações, fruto do meu relacionamento com o Espírito de Jesus, que me faz enxergar-me a mim mesma e me lança para Aquele que é realmente digno de honra e de Glória; que, assim, o Pai encontre meu coração sempre quebrantado e humilde e possa ter prazer em mim...

É... Jesus disse: quem se humilha, será exaltado... Quero apreender isto, sempre mais! Como o centurião, como João Batista, como o próprio Jesus...

Jackeline Sarah
jackelinesarah@compromissokandeya.com

Postado, originalmente, em 23/01/09.

1 comentário:

... Orgulhosos eram os judeus, né? Que chegaram, falando que o cara era digno.. eles vinham pela dignidade.. não entendiam a identidade de Cristo, porque, quando se trata de Cristo, ninguém é digno.. e, também, não entendiam a indentidade do homem.. porque, quando se trata do homem, também ninguém é digno...

E o romano lá... um gentio.. tido como pecador, entendia que não era digno! Então, entendia sua condição e a identidade de Cristo.. e sabia que, mesmo não sendo digno, poderia ser aceito... entendia o Cristo gracioso.. e o Rei, né? Por causa do lance da autoridade lá...


Pedro
Presidente Prudente/SP
04/02/09

Um comentário:

Anônimo disse...

... Orgulhosos eram os judeus, né? Que chegaram, falando que o cara era digno.. eles vinham pela dignidade.. não entendiam a identidade de Cristo, porque, quando se trata de Cristo, ninguém é digno.. e, também, não entendiam a indentidade do homem.. porque, quando se trata do homem, também ninguém é digno...

E o romano lá... um gentio.. tido como pecador, entendia que não era digno! Então, entendia sua condição e a identidade de Cristo.. e sabia que, mesmo não sendo digno, poderia ser aceito... entendia o Cristo gracioso.. e o Rei, né? Por causa do lance da autoridade lá...

Pedro
Presidente Prudente/SP
04/02/09